Onde está quem percebe de cerâmica nesta terra

Afinal quem percebe de cerâmica nesta terra?

10/02/2014

No passado dia 30 de Janeiro, a DAR com a preciosa colaboração da plataforma CR&ATIVA promoveu a primeira actividade do Open Lab: A tertulia “Onde está quem percebe de cerâmica neste terra”.
Desta resultou um comunicado dirigido a todos os presentes via e-mail e que agora publicamos como antevisão dos nossos próximos anuncios. O Open Lab está agora em velocidade de cruzeiro, e começam a ser adquiridos alguns equipamentos financiados pelo Orçamento Participativo de 2013.

“Caros Participantes na tertulia
“Onde está quem percebe de cerâmica nesta terra?”

Como combinado, serve este e-mail para reunir os participantes e alguns dos interessados cuja vida não permitiu a presença física.
Acima de tudo este e-mail serve para transferir o debate e opiniões para esta esfera virtual e quem sabe lançar algumas iniciativas.

Muitos foram os temas debatidos:
. A situação actual da industria cerâmica das Caldas foi o mais animado.
. Também se abordaram questões relacionadas com a relação entre esta mesma industria e os criadores. Das impossibilidades de escala à própria mentalidade vigente ( e aqui as opiniões foram muito diversas)

Permitam-me que arrisque dizer que em todo o debate a ideia que reuniu mais consenso, embora expressa de diferentes formas, teve a ver com a necessidade urgente de criar um circuito, ou activa-lo se assim podermos dizer.
Ficou claro que se entende que não são pretendidas grandes escalas e que o mercado e os próprios criadores prezam muito a diversidade.
(Mercado enquanto conceito básico sem diferenças entre global, local, sustentável, etc…. Esqueçamos “os mercados” das noticias e foque-mo-nos em questões mais essenciais:

Há pessoas disponíveis para ensinar a sua arte;
Há projectos de enorme valor e reconhecimento a emergir;
Há recursos por partilhar: oficinas, meias fornadas, conhecimento aos molhos;
Há inclusive estruturas municipais que podem ser aproveitadas neste sentido;
É também claro para todos que agir não passa por cumprir calendário apenas para dizer que se tratou uma determinada temática.

Terminado este resumo, que por ser baseado na minha interpretação carece do contributo dos demais presentes, passo agora a apresentar as propostas da DAR para intervir nesta área:

Como será do conhecimento de alguns, a DAR candidatou em 2012 ao orçamento participativo de 2013 uma proposta chamada Oficinas Sociais a ser implementada no âmbito de outra actividade permanente da associação chamada Open Lab.
Esta proposta foi votada favoravelmente mas só agora iremos começar a receber o apoio em questão.
Foi entendido pelo Municipio que também deveria ser a DAR a ser apoiada com vista à implementação da proposta.

Neste sentido estamos a tentar fazer um levantamento da capacidade produtiva e técnica latente na comunidade desocupada das Caldas (reformados e desempregados) com vista a podermos inserir estas mesmas pessoas na dinâmica destas oficinas sociais.
O proceso será simples. Há que desenhar produtos, e aí contamos com a capacidade dos designers. Há que os “prototipar” e aí contamos com quem depois deste levantamento adira à iniciativa e há também que produzir para vender. Para a produção haverá mais que uma alternativa pois tratando-se de diferentes escalas de produção,haverá também diferentes soluções: Desde uma micro-linha produtiva ao protocolo com a industria manufactureira tudo será possível hajam projectos… Por fim as vendas. O objectivo é que ganhem de modo justo todos os envolvidos. No meio disto a DAR só pretende alimentar esta actividade e continuar a apoiar este processo por isso todos este processos serão devidamente protocolados quando se partir para produção e vendas de modo a que todas as partes sejam justamente remuneradas.

Outra hipótese, que estamos a avaliar, podemos avaliar é ampliar os mecanismos de partilha de recursos produtivos através de protocolos externos nos quais se identificam ferramentas, tempos médios de utilização das mesmas e a possibilidade de quem em determinadas situações estas sejam partilhadas por entidades externas à DAR recorrendo à mesma lógica do Open Lab / Oficinas Sociais que acima foi exposta.

Em suma, é altura de pôr mãos à obra! Já conversámos e podemos conversas mais um pouco por esta via. A nossa porta está aberta, contactem-nos e ajudem-nos.

Deixamos também à vossa inteira disposição o espaço que temos todas as terças, das 21 às 22 na Rádio Mais Oeste para que possamos divulgar o trabalho de todos e quem sabe transportar um dia destes este debate para o éter!

Muito Obrigado a todos!

Saudações,

André Rocha
Responsável pelo OPEN LAB e Projecto Oficinas Sociais na DAR

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